• API,  Desenvolvimento de Software,  Ferramentas

    Primeiros passos com Postman

    Eu sou desenvolvedora web há mais de 6 anos, e apesar de o meu primeiro contato com web ter sido a partir do front-end, eu confesso que o meu ponto forte hoje é o back-end. Tenho conhecimento para fazer tarefas mais básicas no front-end, como por exemplo montar uma página html ou utilizar o jQuery, mas não conheço a fundo nenhum framework JavaScript.

    Quando estamos desenvolvendo uma API, é comum que haja a necessidade de testar o consumo da mesma, e isso pode ser feito através do front-end. Porém, se você assim como eu não possui tantos conhecimentos em frameworks JS, existe uma forma mais rápida e prática de testar sua API, utilizando uma ferramenta chamada Postman.

    Print screen da página index do site getpostman.com

    O Postman tem se tornado bem “famoso” de uns tempos pra cá, pois permite que a gente teste as nossas APIs de forma prática, simples e rápida através de chamadas HTTP. Ele está disponível para Windows, Mac e Linux, e você pode fazer o download aqui.

    Podemos realizar uma requisição com o Postman seguindo 3 passos simples:

    Exemplo de requisição utilizando o Postman

    Para mostrar em mais detalhes as chamadas com o Postman, eu vou utilizar uma API com dados mockados que desenvolvi para o 3º módulo do projeto She Sharp (logo mais em algum artigo falarei sobre o mesmo), que está no GitHub.

    O primeiro passo para realizar este teste é abrir e rodar a API no Visual Studio. Se você não tiver uma API pronta, pode clonar a minha no link acima.

    Ao rodar a aplicação, pelas configurações padrão, somos direcionados para a url http://localhost:61224/api/home, mas como vamos testar o endpoint de Membros, vamos fazer as chamadas para a url http://localhost:61224/api/membro.

    Testando consultas com método GET

    Abra o Postman. No primeiro momento, juntamente com o Postman aparecerá uma janela com várias opções para criação de requisições, coleções, dentre outras coisas.
    Podemos fechar esta tela, para criar nossa primeira requisição. Para testar uma consulta, escolheremos o método GET e no campo ao lado informaremos a URL, como mostra a imagem a seguir:

    Postman - Requisição GET

    Depois disso, basta clicar no botão Send, e abaixo da área da requisição, veremos o corpo da resposta.

    Postman - Corpo da resposta do request HTTP GET

    Na imagem acima, estão destacados o Código de retorno, o Tempo de resposta, o Tamanho da resposta e o Corpo da resposta. Nós podemos chamar essa mesma URL normalmente pelo browser, que vamos obter a mesma resposta. Porém, para consultas o Postman nos ajuda a visualizar as informações do corpo da resposta já formatadas.

    Testando a inclusão de membros com método POST

    Com o Postman já aberto, faremos algumas alterações para realizar a nossa requisição para simular a inclusão de um membro na API.

    O primeiro passo é alterar o método HTTP para POST.
    Após alterar o método, selecione a aba Body, pois enviaremos os dados do novo membro através do corpo da requisição.
    Informe os campos que a sua API espera para cadastrar as informações. Neste caso, as informações esperadas são o Nome e o RG do novo membro e estas informações estão em formato JSON. É necessário informar o formato em que os dados serão enviados, como destacado na imagem abaixo:

    Postman - Requisição POST

    Quando todos os dados estiverem prontos, basta clicar na opção Send novamente.
    No caso da minha API, fiz com que fosse possível simular a inclusão de um membro, e o retorno da requisição me traz o id que foi criado para o mesmo, além do que já foi enviado na requisição.
    Para que possamos visualizar os dados de retorno, basta descer com a barra de rolagem até o final que veremos uma resposta semelhante à da requisição GET, porém agora somente com o novo membro criado:

    Postman - Corpo da resposta do request HTTP POST

    E assim podemos utilizar o Postman para testar as nossas APIs sem muito esforço. É claro que ele não substitui uma aplicação front-end que consuma e apresente as informações da API para os nossos usuários, mas é realmente muito prático e simples de testar o nosso código do back-end com ele.

    A partir disso, podemos utilizar o Postman com outros métodos HTTP e até mesmo para fazer testes que nos exijam mais detalhes, como detalhes de autenticação, por exemplo; mas isso fica para outro post!

    Abraços,
    Ana Manzan

  • Comunidades

    O que é uma comunidade e porque você deveria fazer parte de uma

    Algumas pessoas talvez podem não entender o motivo pelo qual estou fazendo um post tão “óbvio”, mas já explico: pessoas do meu convívio (amigos e familiares) não fazem ideia do que é uma comunidade, o que eu faço nas comunidades e o objetivo delas. Inclusive quando comentei com um amigo que eu fazia parte de uma, ele pensou que se tratava de trabalhos voluntários em áreas de risco e vulnerabilidade. Eu julguei importante sim falar um pouco do que é esse trabalho, e espero que isso possa beneficiar também a pessoas que estão começando a trabalhar com tecnologia e talvez não tenham tido esse primeiro contato.

    E então, como explicar para as pessoas do que se trata uma comunidade técnica?
    É um bando de nerds, que chama outro bando de nerds pra falar das suas nerdices preferidas! :P rs

    Brincadeiras à parte, a verdade é que uma comunidade é um grupo de pessoas que possui algum(ns) objetivo(s), que podem ser:

    • compartilhar conhecimento
    • criar um grupo de estudos
    • aprender/aprimorar um idioma
    • ajudar desenvolvedores a aprender novas tecnologias…
    É importante dizer que todas as comunidades são compostas por organizadores e participantes que se identificam com esses objetivos.
    Os organizadores ajudam a organizar eventos (online e presencial), procuram locais onde possam realizar eventos de forma gratuita, fazem palestras e convidam outras pessoas para palestrar, confeccionam brindes, e tudo isso de forma voluntária e gratuita (!).
    Os participantes vão a estes eventos para consumir o conteúdo apresentado e eventualmente até mesmo para palestrar.

    Hoje eu tenho orgulho em dizer que sou organizadora do Developers-BR.
    “Mas Ana, o que você ganha com isso?”
    Essa é uma pergunta que ouvi com certa frequência desde que comecei a fazer parte do Developers, e eu entendo a curiosidade das pessoas.

    O fato é que, financeiramente, você não ganhará nada.
    Se você pensar a longo prazo, irá entender que a sua participação nas comunidades te ajudará a

    • Aprender mais e de forma mais rápida
    • Fazer networking
    • Conhecer pessoas que são referência na sua área de atuação (e isso não tem preço!!!)
    • Ter acesso a essas pessoas de referência
    • Ter acesso a novidades
    • Desenvolver novas habilidades
    • Palestrar!!! (se for a sua vontade, é claro)
    …e é claro que isso te ajudará a construir a sua imagem e a sua carreira. E eu poderia ficar aqui um bom tempo falando sobre mais uns 20 motivos pelo menos do porquê você deveria pelo menos participar dos eventos que uma comunidade organiza, mas te convido a participar de um para conhecer a dinâmica disso tudo que citei aqui em cima.

    Participar de uma comunidade é gratificante, e eu sugiro que se você ainda não o faz, experimente. Inclusive, o Developers é aberto a todos os públicos! 🙂

    Quero deixar dois materiais complementares sobre comunidades.
    Um deles é esse vídeo feito com a Thamirys Gameiro e a Silvia Coelho sobre os motivos pelos quais você deveria auxiliar uma comunidade.
    O outro, é esse episódio do Podcast da Lambda3 que também fala sobre comunidades e eventos.

    Por hoje é só. Em algum post próximo, falarei em detalhes sobre outras comunidades que conheço.
    Abraços,
    Ana Manzan

  • Geral

    Piloto

    Olá pessoal!

    Para aqueles que não me conhecem, meu nome é Ana Carolina (mas pode chamar só de Ana).
    Eu tinha que começar esse blog de alguma maneira, então decidi que seria me apresentando aos meus leitores.

    Bom, eu sou desenvolvedora de software há mais ou menos 7 anos, e durante 6 deles eu trabalhei (e ainda trabalho) com o .NET Framework. Meu foco é desenvolvimento web, mas vez ou outra atuei em alguns projetos fora deste cenário.

    Já faz algum tempo que sinto vontade de compartilhar meu conhecimento e escrever sobre o que aprendo no trabalho, e depois deste post do Gabs Ferreira, eu não tive mais dúvidas de que eu DEVERIA fazer isso.

    Aqui pretendo compartilhar um pouco da minha vivência como desenvolvedora, então escreverei sobre assuntos bem variados.

    Quero deixar esse espaço aberto para compartilhar informação e conhecimento.
    Se tem algo com que pode contribuir, sinta-se à vontade para realizar críticas construtivas.
    Se precisa de ajuda em algum assunto específico, me dá um alô, quem sabe eu não possa te ajudar?

    Para me conhecer melhor, visite minhas redes: LinkedIn | GitHub.

    Por hoje é só.
    Abraços!